O mercado de adquirência no Brasil está prosperando ano após ano. Antes, apenas dois grandes players dominavam os pagamentos via cartão de crédito: a Cielo (VisaNet) e a Rede (antiga Redecard).

A primeira foi criada em 1995 com o intuito de ser utilizada por todos os bancos filiados à Visa, para evitar que as agências apresentassem diferentes soluções para processar os pagamentos por meio de cartão.

A Rede foi consolidada como Credicard em 1970 e adquirida pelo Banco Itaú em 2012. Durante esses anos, a Cielo fazia transações apenas da bandeira Visa e a Rede somente dos cartões MasterCard.

O que mudou no sistema de adquirência no Brasil

Em 2010, com a interferência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e as recomendações do Banco Central, muitas mudanças foram implantadas. Isso favoreceu a entrada de novos adquirentes ao mesmo tempo em que deu a oportunidade de Cielo e Rede disponibilizarem outras opções de bandeiras.

Três anos depois, o governo brasileiro nomeou o Banco Central como órgão regulador do mercado de adquirência de cartões, pois o sistema necessitava de um administrador competente.

Hoje, além de Cielo e Rede que continuam dominando o mercado, há espaço para cartões personalizados, como é o caso das Lojas Renner, Magazine Luiza, C&A, Good Card, Smart Fácil e outros.

Além disso, a GetNet está revolucionando o sistema de pagamentos por meio da recarga de telefones pré-pagos. A empresa foi adquirida pelo Banco Santander em 2014, mas oferece soluções inovadoras desde 2009.

As empresas internacionais também estão querendo uma fatia de mercado. Em 2012, a Elavon, segunda maior credenciadora americana, se instalou no Brasil. Outra foi a First Data, em parceria com a marca Bin ― a empresa funciona em 70 países e fatura aproximadamente US$ 1,8 trilhão por ano.

O futuro (bem próximo) do mercado de adquirência de cartões

Com a popularidade dos smartphones e o aumento da demanda de usuários que utilizam a internet do próprio celular, a tendência natural é o pagamento se expandir para os aparelhos móveis ou mobile commerce.

O mobile commerce permite a transação comercial por meio de dispositivos móveis. Com ele, o consumidor ganha muito mais autonomia para realizar a compra de bens e serviços com ajuda de um smartphone ou tablet.

Especialistas afirmam que no final de 2017 mais de 100 milhões de brasileiros terão acesso à internet mobile. Por esse motivo, é importante ficar atento a novas possibilidades de investimento no setor de serviços.

Assim, é possível se antecipar e, ao mesmo tempo, acompanhar as mudanças de comportamento do consumidor, que está cada vez mais aberto ao uso da tecnologia para resolver suas situações rotineiras, inclusive pendências financeiras.

Como você percebeu, o mercado de adquirência de cartões é extremamente promissor. É preciso oferecer ao cliente a opção mais confortável para ele. Isso ajuda a melhorar o atendimento, aumentar o engajamento com a empresa e, consequentemente, contribui para reter clientes e conquistar novos. Pense nisso!

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