O aumento dos pagamentos com cartões vem modificando o cenário econômico. Segundo um estudo da Moody’s Analytics solicitado pela empresa Visa, essa nova realidade impactou até o Produto Interno Bruto (PIB) dos 70 países avaliados na pesquisa.

Os resultados indicaram que o PIB das nações foi reforçado em 296 bilhões de dólares e houve um crescimento médio de 0,18% ao ano no consumo de serviços e bens.

Por esse panorama, já podemos entender que ocorreram grandes impactos pelo advento do pagamento com cartões. No entanto, outros efeitos também puderam ser identificados. É o que vamos mostrar a seguir.

Impactos do aumento dos pagamentos com cartões

Seja por motivos de segurança, seja pela facilidade, os cartões de crédito e débito ganham cada vez mais espaço nas cidades brasileiras e em todo o mundo.

Confira alguns efeitos dessa situação:

1. Influência e contribuição para os empregos

O crescimento do uso dos cartões para o pagamento das compras impactou diretamente os empregos. Entre 2011 e 2015, foram gerados em média 2,6 milhões de empregos por ano, considerando os 70 países estudados.

A China e a Índia foram as nações que apresentaram as maiores elevações, com 427 mil e 336 mil novos empregos, respectivamente.

Outro estudo da Moody’s Analytics e Visa demonstrou que, entre 2008 e 2012, houve um aumento de 1,9 milhão de empregos. No Brasil, foram gerados 169 mil postos de trabalho entre 2011 e 2015.

De acordo com o estudo citado, os dados reforçam que o uso de cartões deixa a economia mais eficiente e impulsiona o crescimento econômico.

2. Alterações nos preços dos produtos

Este foi outro elemento impactado pelo uso dos cartões. De modo geral, os preços foram elevados porque os lojistas precisam arcar com diversos custos, como o aluguel da máquina, a taxa extra caso o comerciante deseje receber à vista o valor da compra parcelada e o encargo pago à administradora do cartão.

Um estudo do Banco Central, divulgado pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do Piauí (SESCON Piauí), mostrou que há uma sobreutilização dos cartões de crédito e débito e isso impacta o valor dos produtos, porque não há parcelamento sem juros. Nesse caso, os juros são embutidos no valor final da mercadoria.

A mesma pesquisa mostrou que, em 2015, o Brasil teve um crescimento de 11% no uso dos cartões de crédito e de 19% no débito.

3. Crescimento da economia de mercados emergentes

Entre 2011 e 2015, o consumo real dos consumidores apresentou elevação de 2,3%, sendo que 0,01% é devido à expansão do uso dos cartões. Esse resultado indica que o uso dos cartões foi responsável por 0,4% de todo o consumo.

O consumo médio também foi maior nos países emergentes. O crescimento foi de 0,2% nesses mercados. Em países desenvolvidos, a expansão foi de 0,14%. Já o PIB médio dos países emergentes teve correspondência de 0,11% em relação aos valores, o que reforça o benefício proporcionado pelo uso dos cartões.

O uso impactou especialmente os PIBs da Hungria (em 0,25%), dos Emirados Árabes Unidos e do Chile (em 0,23% para cada nação), da Irlanda (em 0,20%), da Polônia e da Austrália (em 0,19%). No Brasil, o impacto foi de 0,17%.

4. Inadimplência

Os lojistas se beneficiam do pagamento com cartões de crédito e débito, porque isso tende a reduzir a inadimplência. Mesmo assim, a crise política e econômica instalada no Brasil em 2016 fez com que o número de inadimplentes crescesse.

Em março de 2016, o total de devedores chegou a 60 milhões, segundo informações da Serasa Experian. Esse total representou 41% das pessoas com mais de 18 anos. Do total de inadimplentes, 77,2% ganham até 2 salários-mínimos. Os dados são gerais e não apenas relativos aos cartões.

Como você pôde perceber, o aumento dos pagamentos com cartões impactou os países de forma diferente, mas, de modo geral, foi importante para o crescimento do PIB e para o aumento dos empregos.

Restou alguma dúvida sobre os impactos causados pelo aumento dos pagamentos com cartões? Deixe seu comentário e compartilhe conosco suas experiências.