Você pode nunca ter ouvido falar sobre o assunto, mas a realidade é que o termo Chargeback tem tirado o sono de muitos proprietários de lojas virtuais.

A incidência de chargeback tem causado a falência de inúmeros e-commerces, mas esse tipo de informação dificilmente se torna pública. As administradoras de cartão de crédito se protegem da publicidade negativa, pois se os verdadeiros números de fraudes fossem divulgados, a realidade sobre a fragilidade da segurança desses sistemas seria exposta e, consequentemente, haveria uma significativa queda na contratação de seus serviços.

O que pode ser tratado como um capricho pelas administradoras de cartões, é enfrentado como o verdadeiro vilão das vendas online pelos lojistas virtuais.

Para entender o termo e saber como se proteger, continue a leitura!

O que é chargeback?

O termo chargeback refere-se a quando uma venda no cartão de crédito ou débito é revertida ou cancelada.

Quando ocorre um chargeback, o lojista que efetuou a venda é lesado, pois o valor que havia sido creditado em sua conta é estornado, ainda que ele já o tenha usado para cobrir custos, deixando-o em uma real situação de prejuízo.

Não se sabe com precisão quais são os verdadeiros números sobre a ocorrência de chargebacks, mas o que se pode afirmar é que sua incidência tem sido motivo para o fechamento de muitas lojas virtuais que não podem fazer nada além de observar sua receita ser drenada.

O que pode causar um chargeback?

  • Casos de fraude, onde, sem o consentimento do titular, um cartão é utilizado para efetuar uma compra por outro indivíduo. O não reconhecimento da compra por parte do titular faz com que ela seja cancelada.

  • Casos em que, por algum motivo, a transação não tenha obedecido a todas as regulamentações previstas no contrato com a administradora do cartão.

Um fato que agrava o problema é que a primeira causa citada é tratada de forma muito conceitual pelas administradoras de cartões, abrindo uma grande margem para que pessoas ajam de má fé ao alegarem não reconhecer uma compra realizada, seja por insatisfação pelo produto recebido ou por arrependimento da compra.

Quais riscos o lojista assume?

O contrato de credenciamento de uma administradora de cartões é bastante parcial e deixa bem claro que o lojista assume praticamente todos os riscos e a administradora todos os direitos.

O lojista pode não somente se enquadrar na posição de lesado, mas receber o título de devedor e ter seu nome negativado. Em uma loja virtual, naturalmente, há um grande volume de vendas no cartão de crédito durante o mês. Dependendo do número de vendas recusadas pela administradora, o lojista não tem apenas o seu lucro comprometido, como também pode entrar em um saldo devedor.

O que fazer se ocorrer um chargeback?

Resolva de forma amigável

Há casos em que o chargeback não é fruto de fraude, mas sim de um desacordo comercial decorrente de uma falha na entrega do produto, ou quando o cliente esquece que comprou com você e pede o estorno da venda por acreditar que esteja sendo cobrado indevidamente.

Por isso, tente sempre conversar com o cliente antes de tomar qualquer decisão. Se ele entender, o problema está solucionado.

Mantenha um sistema de vendas organizado

Você nunca sabe quando pode sofrer uma tentativa de fraude ou um chargeback, portanto, seja organizado em suas vendas, tenha todos os documentos comprobatórios em mãos, como endereços, CPF e número do cartão, pois se você precisar “brigar” com a administradora do cartão, é importante ter total controle da situação.

Como evitar?

Utilize facilitadores de pagamento que garantam suas vendas aprovadas. Plataformas como Pagseguro, Bcash, UOL e Paypal são consideradas seguras e confiáveis. As taxas de intermediação do cartão são um pouco mais altas, mas há total garantia de que você receberá seu dinheiro. Além disso, utilize uma ferramenta de análise de riscos.

Deseja empreender um e-commerce? Então considere os riscos do chargeback em seu planejamento de negócios, assim como os meios de evitá-lo e como proceder caso ele ocorra. Muitas empresas tiveram que encerrar suas atividades por conta da inviabilidade financeira que o chargeback pode causar ao negócio. Mas, ainda assim, essa é uma tendência empresarial promissora.

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