As compras com cartões de crédito têm aumentado vertiginosamente nos últimos anos, fato que corrobora o crescimento do mercado de e-commerce no Brasil. Entretanto, esses avanços trazem a reboque, também, o aumento do número de fraudes com cartão de crédito. 

Neste post, vamos esclarecer alguns pontos importantes para o combate a esse tipo de crime. Acompanhe!

Quais os tipos mais comuns de fraudes com cartão de crédito?

Fraude efetiva

Nesse caso, o estelionatário acessa uma loja virtual e efetua compras com o cartão da vítima, uma vez que possui todos os seus dados. Dessa forma, a transação é prontamente aprovada e o produto é expedido.

Em casos como esse, ao perceber a cobrança na fatura, o cliente pode entrar em contato com a operadora afirmando que não reconhece a compra. Isso vai gerar o chargerback, que é o mecanismo de cancelamento da compra por cartão de débito ou crédito. 

Autofraude

Como o próprio nome deixa supor, essa é a fraude cometida pelo cliente, usando o seu próprio cartão de crédito. Nesse tipo de ocorrência, o cliente efetua a compra e, agindo de má-fé, entra em contato com a operadora do cartão pedindo o estorno do valor pago, alegando não ter feito a compra.

Nesse caso, os operadores podem atuar apenas inibindo a reincidência desse tipo de fraude, pois é praticamente impossível para as lojas virtuais  que é onde o problema ocorre com mais frequência  identificá-las. 

Fraude amiga

Trata-se do tipo de fraude mais comum em compras pela internet. Nela, alguém próximo ao titular do cartão e que, por isso, tem acesso aos seus dados, realiza compras sem a sua autorização.

De quem é a responsabilidade nesses casos?

Inicialmente, o ônus não vai para o comprador. Assimaté que seja comprovada ou descaracterizada a fraude, não é permitida a cobrança do valor no cartão, e o débito deve ser cancelado pela operadora. 

O Código de Defesa do Consumidor, no que se refere ao que ele chama de “inversão do ônus da causa“, inverte a lógica da culpabilidade nesses casos. Assim, fica a empresa encarregada de provar que o consumidor realizou efetivamente a compra que está sendo questionada. 

Com isso, temos que é a instituição financeira a parte à qual se atribui a responsabilidade, em casos de fraude de cartões de crédito. 

Quais as medidas a serem tomadas para evitar fraudes?

Fique atento aos golpes como envio de e-mails com solicitações fraudulentas de atualização de cadastros de cartões. Esse tipo de tentativa de fraude é chamado de phishing.

Nessas mensagens eletrônicas, o agente da fraude geralmente solicita:

  • número do cartão;
  • CPF;
  • senha de usuário;
  • data de validade do cartão;
  • código de verificação etc.

É preciso se atentar ao fato de que as operadoras nunca enviam esse tipo de solicitação, portanto, jamais forneça seus dados.

Ligações telefônicas também são instrumentos de obtenção de informações de cartões de crédito para os fraudadores. É importante nunca fornecer seus dados e, caso receba de uma ligação de um “suposto” funcionário da operadora, o titular deve entrar em contato com ela, para reportar a ação criminosa de terceiros. 

Outro ponto importante é se atentar à proteção de suas informações  como número do cartão, senha e código verificador — em locais como lojas, shoppings e caixas eletrônicos. Não se descuide! Certifique-se que ninguém possa ver ou registrar os dados do seu cartão.

Frente à disseminação das fraudes com cartão de crédito, é importante sempre revisar e tornar de conhecimento público os cuidados acima. Compartilhe, portanto, essas importantes informações em suas redes sociais e mantenha em alerta seu círculo de amigos!